27.5.09

here we go again

Dear Diet,

Há amigos que conhecemos desde sempre e que, apesar de só os vermos de tantos em tantos anos, basta olhar para eles que parece que nunca deixámos de nos ver.
Amigos que conhecemos tão bem quanto nos conhecemos a nós próprios.
E tu és claramente um desses exemplos.

Quem te conhece a sério, pessoas como eu, sabe o que é carregar o peso da certeza que te vai conhecer para toda a vida. Não há como o negar. Chegamos a uma idade em que já sabemos que é inevitável voltarmo-nos a cruzar.
Quando somos mais novas, ainda nos iludimos e pensamos que desta é de vez, vamos ser melhores amigas e depois cada uma segue para seu lado e nunca mais nos cruzamos.

Mas às tantas chega de ilusão. Quem te conhece realmente, a fundo, com todos os prós e contras que sabes trazer à vida das pessoas, que basicamente são sempre mais contras visto que os prós são temporários, sabe que dificilmente te vira as costas definitivamente.

E enfim, que assim seja.
Já te conheço de ginjeira, de trás para a frente. Todos os teus truques, segredos, manhas. Tudo.
Ainda há pessoas que me tentam aconselhar, explicar-me coisas de ti sobre um novo ponto de vista, dizem que conhecem profissionais indicados para me preparar melhor para o início de uma nova relação entre nós. Mas o que sabem eles? Nada nos dá mais experiência do que a própria vivência, nem um curso superior nem anos a estudar.

É como a minha cunhada, que é médica, que agora teima em dizer que 37º não é febre. Não é febre, o caraças! Só porque é isso que se estuda? Quando eu tenho 37º estou literalmente às portas da morte e mal me mexo.
Mas isto não é para aqui chamado. Simplesmente sei, porque sei, que há coisas que se aprendem melhor com a experiência do que com o estudo. É como ser mãe. Toda a gente sabe que os conselhos das mães e das avós são 10 vezes mais preciosos que os conselhos do pediatra. Só porque são, e pronto.

Mas escrevo-te agora, provavelmente pela milésima vez neste mesmo blog, para te dizer olá novamente.
Já não falávamos há uns bons tempos, sobretudo depois das pequenas rasteiras que já me tentaste pregar ao longo da vida. Lembro-me da altura em que ficaste tão obcecada pela nossa amizade que nem me deixavas pensar em mais nada. E apesar de ter perdido 10kg, também perdi o sentido de humor, a vida pessoal, a energia para esboçar sequer um sorriso e, eventualmente, ganhei 15kg a seguir.
Sei que nem sempre és a melhor hipótese. Mas também sei que ganhei juízo ao longo da vida e já não me deixo enganar por ti tão facilmente.

Desta vez, não estou desesperada. Só não me sinto confortável, é isso. E como torci o segundo pé num espaço de um mês (Graças a Deus não há mais pés), sei que não me posso sequer mexer o necessário para sacudir esta pernoca que tanto precisa, de forma que sim, preciso um bocadinho da tua ajuda.
Mas repara, preciso da tua ajuda em doses moderadas, sãs, fáceis e acessíveis.

Se me pões com fome desisto rapidamente, se não me deixas abrir excepções quando as situações o exigem, nem penso duas vezes em dar-te outro pontapé no rabo.
Podemos voltar a ser amigas, não sei durante quanto tempo desta vez nem quero fazer planos, mas fica ciente, minha cara, que agora quem manda sou eu, e não tu!
Enfim, resumindo, here we go again!

1 comentário:

madau disse...

EU ADORO-TEE, LER O QUE ESCREEVES É FICAR FELIZ POR 1 HORA MINIMO! OBRIGADA POR M FAZERES RIR MONGA! TOU CTG E COM A TUA AMIGA TB LOL