Shame on me.
Eu admito, juro que admito, que sei muito bem que já devia ter escrito há mais tempo. Já vi o recado a dizer que já tinham passado 10 dias há uns dias… ou terá sido ontem? Perco a noção do tempo. Ando a mil à hora. Penso em tudo, passa-me tudo pela cabeça, não me esqueço de nada, de ninguém, das coisas que tenho que fazer, das mensagens que quero enviar a dizer que não me estou a esquecer de me lembrar de nada, mas o tempo não tem chegado.
Tem sido tudo um rodopio e de uma forma estranha não posso dizer que tenha sido um rodopio mau. Tem sido um rodopio de trabalho, estudos, trabalhos para a faculdade, idas e vindas para aqui e para ali. Um rodopio tão rápido que nem tenho tempo para parar e pensar se será um mau rodopio.
Mas paro agora.
Agora, que é uma da manhã e que eu tenho que acabar um trabalho de grupo que infelizmente acabou por cair todo em cima de mim mas para o qual estou muito pouco concentrada. É sempre assim com os trabalhos de grupo. Quando vejo que estamos muitas pessoas, muito tempo, muito paradas sem avançar nada, tenho logo a reacção instintiva de dizer: “Pronto, eu faço isso! Vamos embora!”. E a verdade é que prefiro. Prefiro estar aqui no meu quarto, com a minha manta polar cor-de-rosa sobre as pernas e sobre o aquecedor (estou a ferver), já de roupão e de banho tomado porque não tenho tempo de lavar o cabelo sem ser a estas tristes horas, a fazer um trabalho, mesmo que desconcentrada, do que fazê-lo numa sala de um escritório num bonito Sábado à tarde.
E a verdade é que eu bem sabia que quando parasse um segundinho que fosse, um segundo como este em que estou a parar agora, ia saber que este rodopio que tem sido a minha vida tem sido um rodopio maravilhoso. Não mudava nada neste momento. Mesmo que fosse possível esticar o tempo e poder estar mais tempo com as pessoas com quem quero estar, se calhar nem o fazia porque faz parte desta fase passar por esta ânsia maravilhosa pela chegada do fim-de-semana, já num momento mais relaxado e pós-primeiro exame, em que possa finalmente matar saudades de toda a gente.
Mas para quem não tem estado comigo e ficou parado no tempo na questão da minha festa de Carnaval forçada, deixo-vos uma palavra: Gueixa!
Pois é, comprei um bonito fato de gueixa e uma bonita “sombrinha” (sempre lhe chamei chapéu de chuva mas a minha mãe insiste que não o é) assim mesmo de papel e com flores desenhadas. Os excelentes makeup artists Shiseido lá me pintaram a cara de branco e a boca muito de encarnado e eu lá fiquei, irremediavelmente, horrorosa.
Não que não estivesse realista, que estava, mas não há dúvida que o branco não é uma cor que me favoreça grandemente, pelo menos na minha pele, e como eu já estava totalmente doente com a maior gripe de sempre aquilo só piorou o meu aspecto.
Cabelo bem preso, pauzinhos chineses espetados no cabelo e umas sabrinas semi-chinesas (comprei-as na Malásia) para evitar o facto de não ter sapatos típicos de gueixa.
Diria que estava bem.
Mas diria que estava ainda melhor quando à 1h da manhã fui soltar o cabelo e lavar a cara e aplicar uma dose até, quem sabe, algo exagerada em comparação com as doses normais, de blush. Aí sim fiquei imparável e a dançar como nunca com as restantes 140 pessoas da minha empresa, fossem elas Super-Homem (o director-geral, imagine-se!), noivas em fuga, catwomans ou muitas, muitas Laras Crofts.
Acabou por ser bem divertido, sobretudo porque toda a gente alinhou na “brincadeira” e contribuiu para uma festa espectacular. Quem me ouvisse a falar assim… Meu Deus… foi-me feita uma verdadeira lavagem ao cérebro durante aqueles 4 dias no Luso!
O dia seguinte, da actividade, foi absolutamente espectacular mas não me apetece escrever sobre esse assunto. Já tentei contar a uma pessoa ou outra e já percebi que contado não tem graça… percebi isso pelas caras absolutamente impávidas e serenas face à minha excitação, pensava eu, contagiante.
Portanto quando houver um vídeo eu mostro. Entretanto deixo só uma pista: havendo uma coreografia com 8 pessoas a dançar, sendo a música a banda sonora dos Ghostbusters, sendo o evento uma réplica dos Óscares e estando eu coberta com um lençol branco… fui o melhor fantasma de sempre! Até me matarem, claro.
Fora isso e depois de chegar do Luso e de ter ido matar saudades das minhas amigas durante 10 minutos, a minha vida tem-se resumido ora entre estudos ora entre momentos em que devia estudar mas não estudo mas também não faço mais nada de jeito porque devia era estar a estudar por isso apaga a televisão e concentra-te.
Tenho-me tentado convencer a mim própria que se me fechar na universidade, sozinha, a estudar todos os dias das 19h30 às 23h00 (hora em que me expulsam) vou conseguir ter boas notas sem ter que pedir para me darem as tardes dos exames no trabalho. Estou num verdadeiro dilema porque sei que nem lhes passa pela cabeça que eu o faça mas a verdade é que acaba por ser muito difícil estar concentrada num trabalho até às 6h da tarde e às 7h já estar a 20 Km. de distância, sentada a fazer um exame.
Bem, seja o que Deus quiser e seja aquilo pelo que eu me esforçar realmente. Mas tenho-me esforçado, juro que tenho. E tenho-me até surpreendido a mim própria com a minha capacidade de concentração para estudar sozinha depois de 9 horas de trabalho!
Vamos lá ver… prometo dar notícias com mais frequência. Sobretudo mais interessantes que estas. Ando aqui com várias ideias na cabeça e tem-se passado imenso coisa cá dentro, ou seja, dentro de mim mas no sentido psicológico e não físico, que até pode ser digna de ser relatada se eu realmente tiver tempo para me sentar e puxar tudo cá para fora. Mais uma vez, lá está, falando metaforicamente.
24.1.08
Rodopio
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1 comentário:
E a fotografia que prometeste aos leitores?
CA
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