Já não falava da minha "dieta dos 100 dias" há uns tempos. Até podia parecer que estava esquecida, mas nunca esteve.
Até eu, por momentos, a tinha esquecido. Mas era apenas uma ilusão. Uma ilusão óptima, devo confessá-lo. Porque nessa ilusão, eu estava a seguir todos os pequenos passinhos, sem sequer pensar neles.
Mas o equilíbrio que foi tão fácil de manter, por tantos dias seguidos, voltou-se agora a mostrar dificílimo de cumprir e a vontade que tenho de me atirar de cabeça para o lado errado é maior que nunca.
No Sudoeste correu tudo lindamente, sem exageros nem estupidezes. Cereais ao pequeno-almoço, uma sandwiche para a praia, fruta ao lanche e um jantar moderado. Verdade seja dita, mais valia ter comido que nem uma esfomeada e não ter bebido metade do que bebi, que o resultado final seria provavelmente o mesmo.
Mas o pior foi o regresso. Do nada, reparo que ainda não perdi nem 1cm., que a minha barriga só inchou devido ao meu comportamento alcoólico totalmente infantil e verdadeiramente inédito na minha pessoa e ainda por cima só me vêm à cabeça memórias totalmente difusas de palavras que disse a mais, a pessoas que deveria ver muito menos.
Não vale a pena pensar mais nisso. É isto que não paro de ouvir. E sei que é verdade. Fosse eu uma pessoa cheia de segurança e auto-estima e era isso mesmo que eu faria.
O que interessa, aqui e agora, é que ontem foi o primeiro "dia mau". Mas verdade seja dita que, neste escritório ter um dia mau ao fim de 23 dias até é muito positivo. Se alguém tivesse a menor ideia do que é o armário da cozinha, a quantidade de bolachas e bicoitos que lá estão, a quantidade de chocolates Milka miniatura que estão no frigorífico ao qual eu vou buscar a minha fruta às 4h da tarde. É um autêntico desespero. É uma tentação constante.
Tenho é que pensar em mim como uma verdadeira heroína que, se em 100 dias só falhar 4 (proporcionalmente ao que já passou), nem está muito mal.
O que custa mais é o dia a seguir a ter falhado, ou seja, hoje. Mas tenho que ter força, espero conseguir.
A manhã está a correr lindamente, mas o pior é a parte da tarde. A tarde parece sempre mais comprida, apesar de ter as mesmas horas que a manhã.
Tenho que ter força.
Tento-me concentrar nos momentos bons da minha vida, nos meus amigos, em tudo o que tenho. Tentar pensar que quem gosta de mim, gosta de mim como eu sou. Lembro-me constantemente que eu reparo mil vezes mais em cada pormenor em mim do que aqueles que me rodeiam reparam.
E nestes momentos todas as conversas, todas as palavras me fazem bem. Ajudam-me. Sem o saber, as pessoas ajudam-me imenso.
Daí que, como é facil deduzir, comentários infantis como "queres que te devolva o album de fotografias que me deste quando fizemos um ano de namoro?", vindo de uma pessoa que, apesar de ter acabado comigo parece culpar-me por tudo o que acontece de mal no mundo; comentários assim não são bem-vindos logo pela manhã. Depois de almoço talvez, agora logo de manhã... poupem-me.
Resumindo e voltando ao que interessa:
Em 24 dias:
- 23 dias bons (estou a incluir o dia de hoje como dia bom... espero ser fiel à minha palavra mas o dia ainda nem vai a meio)
- 12 idas ao ginásio (em 18 dias úteis)
Esta última semana, em termos de ginásio, foi um fiasco. Mas foi por uma boa causa, nem vou ficar a pensar nisso.
É de referir, sem dúvida, que a Fili foi finalmente para o ginásio depois de anos a ameaçar! É verdadeiramente o nosso orgulho! Go Fili!
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