Às vezes pergunto-me porque será que me custa tanto dizer que não.
Uma coisa tão simples e que oiço tantas vezes e que ainda assim evito ao máximo dizer.
Não sei se é insegurança, se é medo de desapontar ou se é simplesmente vontade de agradar toda a gente. A verdade é que são raras as vezes em que me pedem alguma coisa e eu nego.
Não que não tenha noção de quando estou a ser absolutamente explorada, que de estúpida eu até acho que tenho muito pouco. E nem estou a dizer que nunca diga que não a nada porque digo imensas vezes que não a muitas coisas, mas fico sempre com este aperto cá dentro, com medo de estar a decepcionar, com medo que fiquem chateados comigo!
Mas tenho que compreender que aprender a dizer que não é uma coisa importantíssima. Define os limites que permito que as outras pessoas passem, ou não, na relação que criam comigo e, acima de tudo, define as minhas escolhas e aquilo que eu aceito ou não aceito, o que eu quero ou que não quero.
E se calhar é isso que muitas vezes torna o não tão difícil. Saber que tenho que escolher. Que de tudo o que me aparece à frente, por muito inesperado que seja e por muito bem que me faça sentir, vou ter que tomar uma decisão e rejeitar uma de duas coisas incompatíveis.
Não que a escolha seja difícil, raramente é. Sempre que tenho que escolher entre duas coisas a resposta está sempre à minha frente, de uma clareza óbvia. Mas ainda assim custa sempre. Mesmo que essas coisas não tenham significado nenhum ou que não esteja sequer importada com o significado que possam vir a ter porque não estou sequer a pensar nelas.
É sempre preciso escolher.
E a escolha não tem que ser a mais pensada nem a que faça mais sentido. Não tem que ser medida com todos os prós e contras nem tem que ser uma escolha para sempre. É simplesmente aquela que nos apetece naquele momento e que nos faz avançar, dizer que sim, sem um piscar de olhos, sem hesitar.
Porque se há alturas da vida em que podemos dizer que sim a umas coisas e que não a outras, esta é uma delas. Se há momentos em que posso decidir atirar-me de um avião porque não me importo de partir uma perna quando aterrar, este é esse momento. E eu vou vivê-lo ao máximo. Porque prefiro partir uma perna a saber que nunca saltei.
Acredito que o que interessa é ir em frente e não olhar para trás, para o que poderia ter corrido de maneira diferente, para o que se perdeu ou não, para o que se podia ter aproveitado, para o que poderia ter sido se tivesse tomado a decisão contrária, ido pelo caminho oposto.
O que interessa é saber escolher entre as várias opções que a vida nos apresenta, sejam A, B ou C (mas C não!), e seguir apenas aquela que mais nos apetece. Sem pensar nas consequências, enquanto ainda tenho idade para isso. Sem olhar para trás.
(Nunca tinha escrito um texto que tivesse tantos assuntos metaforizados num só.)
Update: Cheguei à conclusão que este texto podia ser terrivelmente mal interpretado. Não é para ser, basicamente.
22.11.07
No! (Updated)
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2 comentários:
puseste isto há 10 minutos e já li lol
gostei muito do texto :)
é verdade sonhei ctg hoje... depois conto te!!! nc apareças no messenger!
Querida, é mesmo importante saber dizer não...é tão importante rejeitar como aceitar, porque não somos fazedores de tudo e porque também nos ajuda a crescer e a perceber o que realmente importa na vida!
Mas a escolha, quase sempre, requer que sejamos fieis a nós próprios e por isso tem de ser ponderada...não em tudo, claro, mas no essencial!
Beijinhos
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