Vou mudar as regras.
Do nada, única e exclusivamente porque me apetece e porque em mim só eu mando, não vou seguir os mesmos passos de sempre, percorrer o mesmo caminho de sempre, as mesmas pegadas gastas das quais estou farta.
Não que não as volte a procurar mais tarde, até porque sei que são as pegadas certas, mas este não é o momento de seguir já por esse caminho, tão sério e previsível que neste momento me parece assustador. Aborrecido.
Apetece-me quebrar tudo. Fugir ao que sempre defendi, por um dia que seja, e fazer tudo ao contrário. Tudo de pernas para o ar. Não pensar tanto. Ou não pensar nada, em nada mesmo. Não medir as consequências, não tentar prever o futuro, as razões pelas quais nunca fui assim, sempre sabendo que estava bem e agora posso estar errada.
Porque sei que não estou. Só não quero é pensar nisso!
Apetece-me seguir os meus instintos. Por de parte as minhas ideias preconcebidas que se calhar até já defendi tantas vezes com unhas e dentes e que muito provavelmente vou voltar a defender daqui a uns tempos e, por um espaço de tempo que só eu saberei definir, porque só eu sei porque é que me apetece viver este momento e mais ninguém à minha volta, ser uma pessoa desprendida, solta.
E não serve de nada dizerem-me que sim, que assim é que é miúda, vais no bom caminho e não ligues tanto a coisas insignificantes que não têm valor... porque isso não é verdade, claro que têm valor, só não têm é tanto valor neste momento específico da minha vida.
Neste momento não me interessa nada. E é tão bom estar a viver uma fase em que não há ninguém que me julgue, ou pelo menos alguém à minha volta que eu reconheça como tendo o poder absolutamente estúpido de me fazer sentir mais pequena e por isso mesmo mais susceptível de ser julgada e minimizada. Porque essas pessoas, que julgam para pisar e não para ajudar, são pessoas que não fazem falta na vida de ninguém.
É como se a vida que me espera fosse um rio enorme... um rio que eu quero percorrer porque apesar de cheio de surpresas, boas e más, é o rio que eu tenho que descer. E eu não me importo, é o rio que eu escolhi. Mas talvez neste momento, por um momento que seja, me apeteça parar numa ilha e fazer uma pausa. E uma coisa é certa, vou aproveitar essa pausa ao máximo, rir-me como nunca e viver cada segundo como se fosse o último, porque se calhar até é!
27.11.07
Só rir
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