15.9.08

big calm

Quando estou sozinha reconsidero tudo.
Páro e penso que tenho que me acalmar, que não é possível. E não é, simplesmente, porque não é.
Porque uma coisa destas não surge, não pode surgir do nada. E um aviso? Não há? Não podia haver um sinal que me avisasse? Que me tivesse dito que isto ia acontecer, que era possível?
Nada.
Não estava preparada.
E então, sempre que dou por mim sozinha forço-me a pensar com mais força. Tenho que ser racional e isto é bom de mais para durar.
Não é possível que seja real.
E por isso mesmo, martelo e volto a martelar com os meus pensamentos em cima das minhas emoções, coitadas, aos saltos e tão agitadas pela primeira vez em tanto tempo que nem percebem o que lhes cai em cima.
E eu martelo com mais força ainda, faço-as acalmarem-se e perceberem que já não pode ser assim. Já não temos 15 anos! Temos que por os pés no chão ou o mais certo é magoarmo-nos mesmo quando cairmos daqui abaixo.
E magoavamo-nos... a esta hora já dava para isso.
Mas elas não me ouvem, e felizmente, tenho que admitir.
Saltam e saltam ainda sem decidirem que tipo de emoções são. Só sabem que existem e que fazem tudo andar mais depressa, mais à roda, sem sentido nem direcção.

E tudo isto porque de vez em quando deixo de estar sozinha e chega aquela hora do dia em que percebo que é tudo verdade.
Que tenho 15 anos, que o mundo é um conto de fadas, que tudo é possível.
Que ainda existem borboletas dentro do estômago aos saltos, que ainda existem beijinhos que duram mil horas seguidas e que ainda assim são curtos de mais.

Não é possível que seja tudo verdade. Não, não me posso convencer.
É impossível!

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