Ultimamente tem-me custado imenso a levantar, não sei porque será. Sei que ando cansada e que esta época de exames tem dado cabo de mim. Não que tenha estudado por aí além e que vá ter as melhores notas de sempre, mas a verdade é que é mais complicado conciliar trabalho com exames do que eu estava à espera.
Hoje achei que me iria levantar num ápice, sendo um dia tão importante, mas acabei por ficar a molengar até ao último minuto possível à mesma, como nos últimos dias. Estou de rastos e este fim-de-semana vou dormir como nunca.
Levantei-me, bem nervosa, e preparei-me para a fatídica reunião que me esperava às 11h para os lados de Manique. Ainda vim trabalhar um bocadinho mas a minha cabeça já estava bem mais para os lados da linha que para os lados de Lisboa.
O caminho para lá foi um suplicio de nervoseira e só me apetecia poder falar com alguém que me relaxasse e me desse imensa força, mas não havia ninguém a quem eu pudesse ligar. As poucas pessoas que eu esperava que me dessem boa sorte já o tinham feito, mesmo que desejar boa sorte fosse contar o trânsito e perguntar se eu estava histérica com hoje... só soube agora que a pergunta nem estava relacionada com a entrevista.
Mas não estava, não estive histérica nem estive elétrica. Estava só preocupada com poder estar novamente com esperanças numa coisa que não se concretizasse, daí nem querer falar do assunto a mais ninguém.
Não vou dizer que eventualmente na viagem de carro até lá não me fez confusão não ter "aquela" pessoa a quem pudesse estar a mandar mensagens e que estivesse eventualmente tão nervosa quanto eu por saber o quanto isto significava para mim. Mas se estas coisas não me passassem pela cabeça, não seria eu!
Cheguei lá e pediram-me para esperar. Fiquei de pé a olhar à minha volta e a absorver tudo quanto possível e tão depressa quanto possível apesar de ser a 30ª vez que ali estava. Vi calças de ganga e fiquei contente mas depois lembrei-me que hoje é 6ª-feira e pode não ser hábito nos outros dias um dress code tão casual.
Passados 15 minutos alguém deve ter dito alguma coisa porque de uma janela de vidro que dá para a recepção vi imensas cabecinhas a espreitar a tirarem-me as medidas. Mas nada... eu continuava ali, de pé e nervosa como nunca.
Cabelo perfeito. Maquilhagem perfeita. Roupa perfeita. Resultado final? Razoável.
É inevitável, não me consigo classificar a mim própria acima disto, para isso é que servem as outras pessoas todas que me rodeiam!
Espero mais uns minutos e vem, de lá do fundo, a Directora da marca, com quem eu iria ter uma reunião. Dá-me dois beijinhos e diz-me que espere mais um bocadinho que está atrasada.
E eu espero.
Vem a Directora de Marketing, com quem eu também iria ter a reunião, a dizer que está tudo um bocadinho atrasado, se quero um café? Um bolo? Nada obrigada, estou bem assim. Estava era gelada ao pé da porta para a rua mas isso não me pareceu relevante.
Finalmente decidi sentar-me, estava a ser ridícula de pé à horas mas a verdade é que os sofás eram daqueles muito muito baixinhos e ia ficar com as pernas para cima, o que nunca dá muito jeito estando de saia.
Como sempre, mal me sentei, lá aparecem elas as duas. É como aquelas pessoas que fumam e que sempre que acendem o cigarro aparece o autocarro. Nunca percebi porque é que nunca acendiam o cigarro mais cedo. Talvez se eu me tivesse sentado logo não tivesse esperado 50 minutos.
A reunião foi rápida até porque elas já me conheciam bem. O resultado foi bom e eu nem queria acreditar.
Acabou o horror deste gabinete amoroso e à minha medida onde me sinto totalmente enclausurada num trabalho que não me preenche. Acabou-se esta rotina chata e acabou-se escrever, escrever e escrever sobre todas as variáveis possíveis de tratamento, cosmética, maquilhagem e perfume que possam ser aplicadas no corpo humano.
O busto, a celulite, as estrias, o banho, as mãos, os pés, os cabelos, o rosto com lábios e olhos muito sensíveis e todas as outras dimensões possíveis e passíveis de serem analisadas ao pormenor... vão passar a sê-lo por outra pessoa. Quem? Nem me interessa saber!
O que me interessa é que a partir de 2 de Janeiro estou com os pés assentes numa das empresas de que mais gosto e a trabalhar com uma marca que pura e simplesmente adoro.
A viagem de regresso foi a loucura dos telefonemas a todos quanto pudessem estar minimamente interessados. Nem dei conta do tempo passar em toda a viagem pela A5 fora até Lisboa e agora cá estou eu, em cima dos meus tapetes às riscas com ar confortável e a contar os dias que faltam para nunca mais os ver à frente!
Gostava de conseguir resumir isto em imensas palavras e explicar ao pormenor tudo o que estou a sentir mas resume-se a uma coisa tão simples: estou tão feliz!
30.11.07
Tão feliz
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2 comentários:
ritinha,
dediquei hoje algum tempo para ler os teus posts... e tenho que te dar os parabéns.
Não sabia que escrevias tão bem.
Maria! Obrigada! Bem vinda ao meu blog :) Tou ansiosa por dia 14!!
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