Que mudança!
Algo tão simples como entrar no Messenger pela manhã e mudar o nick de Ri para Rita parece ter um efeito avassalador nos mais atentos amigos.
Realmente entrei, olhei para aquele “Ri” sempre sorridente e não me consegui identificar. Há dias assim. Dias em que sou Rita, mais nada. Felizmente, já lá vão os tempos em que não tolerava que me chamassem Rita e dizia que sempre tinha sido Ritinha, ou RyTyNhA, ou lá o que era.
Por isso sou Rita. E hoje é assim.
Que mudança? Dizem-me de um lado… Sim, até tenho andado radiante mas tem sido uma radiância cujo fundamento não está a ser suficiente para iluminar tudo o resto que se vai apagando inevitavelmente. Mas já passa, respondo sempre isto. Já passa, acordei só com os pés de fora, coisa que, já agora, nunca irá acontecer porque a minha cama tem uma barra de madeira aos pés e os pés não podem sair de fora e sair pelos lados é absolutamente estúpido porque eu tenho tendência a dormir, bem quietinha e vá-se lá saber porquê, no centro da cama.
E isso leva-me a lembrar que decidi que ao fazer 24 anos ia deixar de dormir com o meu urso de peluche com o qual durmo desde os 18. Era um grande passo, tinha decidido que tinha que assinalar este aniversário com um objectivo qualquer. Nesta altura do ano era sempre o regresso às aulas e era sempre quando eu estabelecia novos objectivos que me fizessem melhorar qualquer coisa. Falhou redondamente, sobretudo porque nem tentei. O outro objectivo que tinha estabelecido corre melhor, decidi que ia passar a baixar a tampa de retrete. Não a tampa que os homens levantam, claro está, essa nunca levanto na vida, mas a de cima. Nunca tive esse hábito, não sei bem porquê. Mas sempre que entro numa casa-de-banho e o tampo da retrete (tampo? ou tampa? retrete? ou sanita?) está para baixo, penso para sempre “olha que agradável, a pessoa que aqui esteve era uma pessoa cuidada!”.
E então decidi aos 24 anos que ia ser capaz de mudar um hábito tão primitivo como ir à casa-de-banho automaticamente e acrescentar-lhe um pequeno gesto que provaria que não só consigo ser mais atenciosa como também posso provar que a teoria dos homens que se casam e dizem “não consigo baixar o tampo da retrete porque nunca baixei na vida e não me consigo habituar” é totalmente falsa porque também eu passei a fazê-lo mesmo sem nunca estar habituada. Isto sou eu, mesmo sem pretendente, já a preparar-me para as discussões do meu longínquo, se possível, casamento.
Rita not Ri. Why? Não me sinto Ri. Strange. Adeus. Beijinhos. Offline. Isto é o que oiço de outro lado.
Mas provavelmente offline a fingir que é uma coisa muito bonita de se fazer e uma maneira muito atenciosa, quase tão atenciosa como baixar o tampo da retrete, de se dizer “eu cá é que decido quem é que tem o privilégio de poder comunicar com a minha distinta pessoa, não estou disponível para qualquer um que ache que tem o direito de me importunar com os seus meros olás”, ou ainda “eu quero-te dizer qualquer coisa e até digo mas afinal não me apetece que respondas porque estás a ser estranha porque mudaste o nick de Ri para Rita por isso vou-me por offline a fingir para continuar com as restantes conversas interessantes (provavelmente 6) enquanto que tu achas que me fui embora e não me incomodas mais”. Mas tive uma ideia, só uma, se calhar antipatia logo pela manhã até dispenso!
Fora isso, nada a declarar. A minha vida é uma montanha russa e não posso estar sempre na fase do looping senão era um enjoo total e não lhe dava valor, deixava de sentir as cócegas na barriga e perdia a noção da realidade. Eventualmente chegam as partes em que se tem que ir em frente mais devagar, por as ideias no lugar e prepararmo-nos para mais uma descida alucinante.
Ah, e este blog anda morto. Já ninguém deve ler nada. E eu até tenho pensado em coisas para escrever mas… não tem dado.
14.10.08
Rita not Ri
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