14.6.07

Isto dos blogs

Isto dos blogs é engraçado. É tipo febre. Como quase todas as febres, fui daquelas que só aderiu mesmo quando percebeu que não era uma coisa horrível, despropositada, uma oportunidade de pessoas sem amor próprio de porem na internet os seus diários para ver se alguém tinha pena delas. Mas não sou das últimas, isso não sou. Do meu grupinho do odeio-tanto-blogs-acho-isso-ridículo acho que fui a primeira vira-casacas que aderiu minimamente a este novo meio de comunicação. Mas verdade seja dita que me posso considerar uma pessoa resistente à mudança.

Quando aparece algo novo a minha primeira reacção é rejeitar, por de parte, ignorar e maldizer. Acho que só quando vejo outras pessoas a aderir a essa coisa específica é que parte de mim começa a pensar que se calhar estou a perder algo, a ficar para trás, é melhor ver do que se trata... só para não parecer mal, no meio de um grupo de conversa, nem sequer saber de que é que estão a falar. Afinal de contas gosto de me considerar uma pessoa informada, a par da actualidade. Não que tenha interesse nessa coisa nova, não tenho interesse nem preciso dela, sempre vivi bem sem ela, só quero mesmo saber a razão de tanta agitação e de tanto interessse. Não é legítimo? É. Depois, por acaso e só por acaso, até sou capaz de achar graça à coisa. Mas até que admita ainda falta um bocado. Há que conhecer primeiro, e conhecer às escondidas, não vá alguém descobrir e do nada a minha luta árdua contra a aceitação dessa coisa cai por terra. Só realmente quando já percebi o porquê, as razões, as vantagens e as desvantagens, e só mesmo se tiver afinal de contas mudado de opinião é que começo, lenta e progressivamente, a dar a entender que afinal até podia estar errada. Que as minhas opiniões absolutas e extremas que eu quase defindi com a minha vida até podiam ser um bocadinho infundamentadas e afinal se calhar até tinham um bocadinho de razão ao apresentarem-me essa coisa nova.É sempre assim comigo, não há nada a fazer. Até posso fingir que mudo e que me torno uma pessoa mais aberta a novas experiências e a novos acontecimentos, mas a verdade é que se alguma coisa vem mexer com certezas que eu já tinha como garantidas não há nada a fazer. Já me chamaram de tudo, desde intolerante a quadrada, passando por outras coisas muito piores. Aliás não chamaram, que as pessoas não andam por aí a chamar-me coisas nem eu ando por aí a impingir a minha opinião. Tive um namorado que chamava, e chamou tanto que eu fiquei a achar que provavelmente é a opinião de toda a gente. Agora já não acho tanto isso, nem que toda a gente pense isso de mim nem que eu seja assim tão intolerante ou quadrada. Ou pelo menos já não sou, acho que era mais quando era namorada dele. Não havia nada a fazer, por muito que eu gostasse, quase tudo nele me enervava e eu tinha que resmungar.

Mas falando em blogs. Eu até há uns meses atrás até desconhecia que os blogs fossem o que são. Quer dizer eu sabia que eles existiam e até sabia mais ou menos o que eram, acho eu, mas não sabia que tinham a importância que têm. Não que eu ache que os meus blogs tenham importância, que não acho, mas sei que os há por aí que são importantes a valer. Blogs que vale a pena ler de vez em quando. Agora de momento não sei apontar nenhum mas assim de vez em quando vou tentar fazer referência a alguns dos blogs por onde eu me passeio no meu dia-a-dia. Mas estava a contar de quando me deram a conhecer a blogosfera. Foi numa aula! Imagine-se, numa aula! Pois não é aí que se aprende mais? Estava numa aula de Comunicação Estratégica com os Media, disciplina que era leccionada pelos excelentes profissionais da agência de comunicação Porter Novelli, quando duas dessas profissionais-mascaradas-de-professoras decidiram abordar esse tema. Quem daqui tem um blog? Claro que ninguém levantou o braço, que ridículo, um blog! Para quê? Por acaso não tenho um diário em casa para escrever sobre o que me apetece? Por acaso não tenho, mas não tenho porque não tenho necessidade de escrever sobre os meus problemas pessoais, tenho amigos com quem desabafar! Logo um blogger não só é uma pessoa que não tem amigos e que está sozinha no mundo como ainda por cima não tem caneta e papel em casa para esconder na gaveta as infelicidades que o perseguem por ninguém gostar dele. Que seria, um blog! Quando perguntaram pela 19ª vez, incrédulas por nenhum dos 60 alunos enfiados numa sala com 30 mesas, cheios de calor e atafolhados ao colo de pessoas desconhecidas, lá houve finalmente um braço que se levantou.
Era o ruivo! Ou não era o ruivo? Agora não me lembro bem, sei que olhei para trás para ver quem seria o infeliz, o parvo, o tonto que tinha um blog. Acho que era o ruivo, mas agora não me lembro bem. Se não era, era alguém do género. O ruivo era uma personagem que apareceu nas nossas aulas no ano passado não se sabe bem vindo de onde. Não falava com ninguém, não tinha amigos e era uma antipatia total. A única vez que o ouvi falar foi quando se nos dirigiu a meio de uma aula para nos mandar calar, pois dizia que não conseguia ouvir bem o senhor professor. Quem é o palerma que manda outras pessoas calarem-se a meio da aula? Não que não tivesse o direito de ouvir a aula que estava a ser dada mas só o facto de nos ter mandado calar mostra que é uma pessoa sem qualquer tipo de vontade de vir, algum dia na vida, a dar-se bem com as pessoas que o rodeiam. A partir daí o ruivo ficou marcado. Se ninguém falava com ele até aí por ninguém o conhecer, coitado, a partir daí ninguém falou com ele por o achar um otário. Só falou comigo numa frequência, no final do curso, para me pedir ajuda. Não lha dei. Mas não foi por mal que eu não era capaz de fazer isso a alguém, foi mesmo porque também não sabia a resposta à pergunta. Até foi na frequência de Comunicação Estratégica com os Media, agora que penso nisso, mas a pergunta não devia ser sobre blogs. Podem ser importantes mas não me parece que já haja conteúdo suficiente sobre esse assunto para se fazer uma pergunta numa frequência.

Uma pessoa lê isto e fica a achar que tirei um curso complexíssimo em que as perguntas das frequências eram daquelas tão difíceis que a dificuldade nem era saber a matéria mas interpretá-las, como nas universidades a sério! Nada disso, só não é provável que se chegue a um ponto tão tão básico como perguntar o que é um blog, para que serve um blog, dê um exemplo da importância dos blogs na comunicação com os media. Agora que penso nisso até nem era assim tão improvável... só não aconteceu e pronto.O que interessa aqui é que acho que era o ruivo que tinha um blog, mas lá está, podia não ser. Para eu não me lembrar da pessoa e para estar a associar ao ruivo era porque era uma pessoa qualquer com quem não devo ter trocado mais de duas palavras na vida e que me deve ter feito pensar "só mesmo este para ter um blog, pudera!".

Começaram elas a leccionar sobre blogs quando eu, feita espevitada, ponho o meu bracinho no ar e decido perguntar, desculpe lá senhora professora, mas não percebo em que medida é que os blogs têm alguma importância no panorama dos media, quanto mais para se perder uma aula a falar sobre eles! Isto contando com o facto de que os profissionais dessa dita agência de comunicação andavam tão ocupados com a sua vida profissional que faltavam a metade das aulas, pelo que eu achava se calhar pertinente aproveitar as aulas às quais eles por acaso apareciam, mesmo que fosse aos dois e dois, para, de facto, nos falarem das estratégias de comunicação que fossem relevantes.O olhar com que me fulminaram vai-me ficar gravado para sempre na memória. É que não foi um olhar de maldade. Foi assim de pena, um misto de pena com tristeza por eu ser tão atrasada mental, tão retrógada, tão pouco actual. Como é que é possível estas criaturas terem vinte e tal anos e não estarem a par desta ferramenta de comunicação única, revolucionária e que está a mudar o mundo? Só aquele ruivo é que se safa, deviam elas pensar. Ruivo ou outro qualquer que continuo sem me lembrar.E foi aí que me deram a conhecer este mundo grandioso, o mundo da blogosfera. Ao longo da aula falou-se dos top 20 blogs em Portugal, no mundo, por aí fora. Agora gostava de os saber, que nunca sei por onde começar quando quero ver o que se escreve por aí. No outro disseram-me "ah perco-me tanto a ler blogs, há por aí gente que escreve tão bem!". Fiquei parva. Sim, há por aí gente que escreve bem e eu também leio imensos blogs, mas ainda não leio assim tantos ao ponto de me perder e de achar que os verdadeiros poetas do século XXI estão todos sentados à frente do computador de cabeça enterrada na blogosfera. Falou-se também da quantidade de blogs que aparecem por segundo, estatística para a qual estou a contribuir neste momento, que era uma estupidez qualquer tipo 6 blogs por minuto em todo o mundo. Não fazem mais nada? 6 por minuto? Como é que é suposto um viajante insignificante da grandiosa blogosfera saber por onde começar? Bem não interessa. A aula despertou-me a atenção quando começaram a falar de casos práticos da importância de determinados blogs. Disso é que eu gosto, de aplicações práticas. Se não mas dessem ia ficar a achar que estavam só a impingir-nos as opiniões absolutamente tontas de uma agência de comunicação que se quer aproveitar de um novo meio de comunicação por explorar e fazer dele o seu poço de petróleo. Deram vários exemplos, não me lembro de todos porque no meio de tanta gente e tanta barafunda uma pessoa nunca se conseguia concentrar mais do que cinco minutos seguidos sem jogar ao stop, enviar mensagens, fazer desenhos ou enviar mais mensagens. Típico ambiente de 12º ano de um colégio privado que foi à falência e que enfiou todos os alunos na mesma sala e os deixou à mercê de duas pessoas que nunca vida deram aulas nem nunca tinham feito tenções de dar até ao dia em que chegaram ao trabalho e o patrão lhes disse que ou davam uma aula de 4 em 4 semanas cada um ou que ia tudo para o olho da rua.Voltando ao que interessa, lembro-me de falarem que um director da HP ou alguma pessoa importante da HP tinha um blog privado e que um dia uma pessoa decidiu escrever um post a queixar-se de um produto da HP que era uma merda e tinha avariado. Esse dito director ou pessoa importante, não me lembro bem porque devia ter acabado de levar com uma bola de papel molhado na cabeça ou recebido um SMS, tomou a decisão inteligente de apagar esse post do seu blog privado. Também eu o faria, era o mesmo que agora aparecer aqui alguém e escrever que o CD que já devia ter chegado à Dim na semana passada não chegou e estar-me a chatear porque eu o perdi! O que até é verdade, perdi, mas pus no correio na 6ª-feira e se não chegou ontem, chega hoje! Não me chateem! Não enviei por estafeta porque isso é longe como tudo e eu não tenho lata para estar a dizer à minha empresa que lá porque eu perdi uma coisa, agora vamos pagar uns 30€ para o estafeta levar um mísero CD até ao fim do mundo! Moral da história, o tal cliente insatisfeito achou aquilo o cúmulo do desrespeito e indignou-se de tal maneira que fez um alarido de todo o tamanho e toda a blogosfera caíu em cima do director ou pessoa importante da HP. Este acabou por ter que fazer um pedido de desculpas formal no site da HP assim como no seu blog pessoal mas, segundo as nossas sábias professoras, não podemos sequer calcular de que maneira isso influenciou a imagem da marca! Foi uma verdadeira situação de crise!O outro exemplo que deram, ou pelo menos que eu tenha ouvido, já foi um bocadinho mais próximo da nossa pequena realidade à beira-mar plantada, ou seja foi em Portugal. Aparentemente o Nuno Markl tem um blog todo catita e onde imensa imensa gente vai todos os dias ver o que ele tem para dizer. Ora certa manhã o Nuno Markl acordou e decidiu comprar determinado chocolate que já não comia há muito tempo. Comprou, comeu-o e heis que por alguma razão estranha, não gostou! Não era a mesma coisa, pronto! A ideia que ele tinha daquele chocolate era diferente e portanto foi uma decepção terrível. Eu sei o que isso é porque às vezes também me apetece imenso uma coisa qualquer que eu adoro e esforço-me imenso para consegui-la e depois quando a vou a experimentar não é tal e qual aquilo que eu estava à espera. É como quando quero imenso comer bolachas, e bolachas é o meu maior e único vício, sim acho que não tenho mais nenhum. Mas às vezes quero mesmo comer bolachas e passo por uns tempos de indecisão relativos ao facto de comer ou não comer as bolachas que quero, porque sei que se começar a comer bolachas não consigo de todo parar. Muitas das vezes consigo-me controlar mas outras tantas nem por isso e tenho que fazer o terrível esforço que é levantar-me desta secretária e ir à pequena cozinha do meu escritório onde só há cerca de 7 tipos diferentes de bolachas. Depois do terrível obstáculo que é escolher qual o tipo de bolacha que mais me apetece chego à fase de conseguir trazer uma quantidade absolutamente estúpida para o meu escritório sem que ninguém ao longo do corredor repare. Não que achem mal ou que eu tenha que dar satisfações em relação ao número de bolachas que posso ou devo comer, mas fico com vergonha, só isso. Normalmente a solução é uma folha de papel de cozinha cheia cheia de bolachas lá dentro, bem embrulhada. Não posso por no bolso das calças porque é grande de mais por isso trago mesmo na mão mas vou tentanto fazer com que, no balançar do meu braço, a mão fique estrategicamente escondida atrás de mim sempre que passo pelo escritório de alguém, ao longo do corredor até ao meu. E lá está, muitas vezes depois disto tudo sento-me, desembrulho as minhas bolachas e lá ponho uma na boca, ou duas ou três. E muitas vezes o sabor não é tal e qual aquilo que eu estava à espera, o que é absolutamente desesperante. Isto não me acontece muitas vezes, mas ainda acontece algumas, daí que eu perceba perfeitamente a decepção do Nuno Markl com o seu chocolate. O que aconteceu aqui foi que ele, não tendo com certeza mais nada para fazer, decidiu escrever no seu blog "ah e tal hoje comprei este chocolate e não gostei nada, não era disto que eu me lembrava". Isto relatado pelas professoras, claro, que eu nunca consegui encontrar o post em que ele dizia isso. Também fiquei sem saber qual era o chocolate porque sendo de uma empresa cliente da Porter Novelli elas não acharam por bem danificar ainda mais a imagem da marca. O que interessa é que isto teve um peso gigante para a marca de chocolates e que se elas não estivessem atentas, se não soubessem ao pormenor identificar os vários canais em que a marca podia ser divulgada ou difamada, poderia ter tido consequências terríveis no futuro! Acabaram por mandar um grande cesto ao Nuno Markl na manhã seguinte com uma variedade estúpida de chocolates de todos os tipos, mas todos daquela marca, com um bilhete a dizer para ele voltar a experimentar. Esperto foi ele, que ficou com chocolates à pala durante um tempão!

Antes da aula acabar ainda nos deram umas folhinhas para lermos sobre os podcasts, ao que parece mais uma maravilha do outro mundo da qual ainda não parei de ouvir falar. Não li as folhinhas porque entretanto as perdi e ainda não sei o que é um podcast. Não estou a dizer que seja contra ou que odeie, só estou a dizer que ainda não me apereceu nada à frente a explicar o que é e que portanto não faço sequer a menor ideia se gosto ou não, se é útil ou não. O futuro o dirá. O que eu sei é que no dia seguinte, quando cheguei ao escritório, sim porque eu trabalhava e estudava ao mesmo tempo e ainda ia à ginástica às 7:00 da manhã, fui ver o blog do Nuno Markl. Isto porque as únicas duas referências de que me lembrava era o blog pessoal de um director da HP ou o blog do Nuno Markl e achei por bem que a vida de um empresário de sucesso norte-americano não me interessava nada. Depois, pouco a pouco, lá fui começando a passear pela blogosfera e começando a perceber como é que isto funcionava. Não tem muito que se lhe diga, para dizer a verdade. Há blogs e blogs e há bloggers e bloggers, muitos deles que se vê à primeira vista que não têm mais nada que fazer do que estar à frente do computador a pensar no que irão escrever para os outros verem, comentarem, apreciarem ou criticarem.

O que interessa é que, coincidência das coincidências, umas semanas depois um irmão meu e a sua mulher foram morar para Macau. Ora, que melhor oportunidade de dar um primeiro passo na blogosfera do que criar um elo de comunicação perfeito daqui até à China? Na verdade não tem tido muita aderência por parte da família mas sempre foi uma maneira de me estrear com um blog que não pudesse ser imediatamente gozado por todas aquelas pessoas que me tinham visto dizer mal e mal desta realidade. Ah, não acredito, tens um blog?? Tu?? Quem diria?? Pois tenho, mas é porque o meu irmão está a morar em Macau! Se não, como é que podíamos mostrar fotografias uns aos outros e ter notícias actualizadas? Uma desculpa totalmente esfarrapada porque eles têm um programa qualquer da Kodak e mandam milhões de fotografias por mail e nós falamos pelo Skype quase todas as semanas. Ainda assim mantenho a minha convicção de que aquele blog foi óptima ideia e, no que depender de mim, vai ser um diário dos anos que passo longe deles.

Depois disso passei pela fase deprimente que foi o fim de determinado namoro que já tinha durado tempo e de mais. Claro que quando esse namoro acabou eu não sabia que já tinha durado tempo de mais, senão não tinha passado por uma fase deprimente, tinha passado por outra fase qualquer que não sei qual seria porque nunca passei por uma fasse assim. E aí achei por bem voltar a escrever, coisa que sempre tinha feito desde mais nova mas que durante esse namoro que durou tempo de mais nunca fiz. Queria escrever e só gosto de escrever no computador porque a minha letra é horrível e quando vou na quarta linha já amuei porque fiz uma coisa horrível e trapalhona e mais vale deitar fora. Ora escrever no computador é do melhor, mas o problema é que tanto me podia apetecer escrever em casa como no escritório e gravar o meu diário na pen é a coisa mais triste que pode haver, até porque nunca se sabe onde a pen vai parar. Claro que um blog era a melhor solução possível, podia por fotografias da minha depressão e ilustrar a minha tristeza tanto em casa como no trabalho. A verdade é que correu bem e agora já posso oficialmente considerar-me uma daquelas pessoas ridículas que desabafa para dentro de um blog como se ele tivesse a solução para todos os meus problemas. Claro que esse blog ainda existe e já nem sequer é um reflexo das minhas tristezas mas sim dos meus sentimentos actuais mais profundos e secretos, que passam basicamente por não estar triste e descobrir que até gosto de mim e da minha vida, mas também é claro que esse blog não é, digamos que, aberto ao público. Que seria de mim se alguém me lesse como a um livro? Deixava de ter aquele meu lado misterioso que sempre quis ter porque sempre achei que as raparigas deviam ter um lado misterioso, apesar de eu bem saber que não tenho nada um ar misterioso, basta perguntarem-me como eu estou e eu desabafo tudo em 10 minutos, com lágrimas e ranho à mistura.E portanto apesar de não ter um blog com centenas de visitantes, o que muito provavelmente nem sequer vai acontecer, a verdade é que até já me posso considerar uma pequena blogger ao estrear, aqui e agora, o meu terceiro exemplar! Não sei para quem, não sei sequer sobre o que vai falar, nem sei se vou escrever cá o que quer que seja porque afinal de contas tenho mais que fazer, tenho imenso trabalho e tenho outros dois blogs aos quais dou prioridade. Ou seja primeiro a família, depois eu ...depois isto!Por enquanto vou trabalhar, até porque isto já ficou um bocado comprido de mais. Uma coisa já era certa, ia ter poucas visitas, mas se escrevo textos deste tamanho o mais certo é que a única visitante seja mesmo eu!

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