19.7.07

Rotina Matinal

Todas as manhãs tenho a mesma rotina. Pronto, está bem, nem todas. Mas existe uma rotina que tenho cumprido todas as manhãs e que é a rotina que eu gostaria que fosse, de facto, a rotina habitual.
Como já escrevi aqui várias vezes, até porque já descobri que é realmente uma das minhas atitudes em relação à vida, é nos pequenos gestos que nos encontramos a nós próprios.
Quando a vida corre menos bem, quando falta qualquer coisa no dia-a-dia, seja um sorriso, seja uma pessoa, quando nos sentimos perdidos. É na rotina, na lembrança dos pequenos hábitos que nos dão prazer, no regresso às nossas origens que nos voltamos a encontrar.
Como se fosse possível ligar o botão do piloto automático e deixarmo-nos levar pelas coisas que realmente nos caracterizam. Sejam elas ao nível da arrumação, dos gestos, dos horários. E é nesses gestos automáticos que relembramos o prazer de sermos nós próprios, é nesses momentos que compreendemos porque é que somos como somos. E aí já podemos voltar a desligar o piloto automático, porque já relembrámos o gosto, o prazer de agirmos pela nossa vontade. Já nos lembrámos das razões que nos levavam a ser como somos.

Acordo às 7:05. Podia acordar às 7:00 mas isso significaria que faria tudo o resto 5 minutos mais cedo. Não preciso desses 5 minutos. Também podia acordar às 7:10 mas assim teria que fazer tudo mais depressa, apesar de saber que conseguia chegar ao trabalho a horas à mesma.
Tudo se resume ao tempo que eu preciso para fazer tudo o que preciso antes da hora de começar a trabalhar: às 9:00. Se acordasse às 7:10 chegaria ao trabalho às 9:00 em ponto, o que significa que se me demorasse um bocadinho mais a fazer qualquer coisa me atrasaria.
7:05 é a hora ideal.

O despertador que me acorda é o do telemóvel do trabalho, tenho que me levantar a correr para o desligar porque está em cima do armário. É a única maneira de me levantar, senão já sei que adormeço.
Quando estou deitada, se o despertador estiver ao meu lado, a minha cabeça inventa mil óptimas razões para eu dormir mais cinco minutinhos. E, como já sabemos, cinco minutinhos depois já fica tudo tarde de mais e já nem me serve de nada levantar-me tão cedo, mais vale adormecer e esperar que a mãe me acorde. Cheguei atrasada ao trabalho? Paciência, há dias assim.
O pior é que isso define o dia inteiro. Adormeci, o banho foi a correr, mal tomei o pequeno-almoço. Chego ao trabalho e sinto que mereço comer melhor porque, no fundo, devo estar cheia de fome, e o que começa com uma pequena língua-de-gato acaba por ser um dia totalmente arruinado em calorias desnecessárias. Péssimo humor, má vontade, má disposição e uma total necessidade de me alhear do mundo e de todos os seus habitantes, que só existem para me fazer sentir gorda e infeliz.
É por isso que o telemóvel fica em cima do armário. Mal ele toca nem tenho tempo para pensar. Se o deixar a tocar mais do que uns segundos ainda acordo alguém no quarto ao lado e isso é totalmente injusto porque ainda é cedíssimo. Se bem que no momento em que ele toca nem é nisso que eu penso. A primeira coisa que me vem à cabeça é que o mundo vai acabar! Por que outra razão é que o armário estaria a abanar tanto? É impressionante o poder de um pequeno telemóvel e é impressionante a velocidade a que uma pessoa se consegue levantar da cama.
E ainda bem que tenho um telemóvel do emprego, porque senão não poderia fazer este número. Apesar de dormir com o meu próprio telemóvel desligado, gosto de o desligar quando já estou deitada, talvez ainda na esperança de uma mensagem de boa noite de uma pessoa qualquer que nem existe. É também no meu telemóvel que está o melhor Valdispert de que o mundo tem memória: o Tetris. Companheiro leal de todos os meus dias, não passa um em que não lhe dispense uns 15 minutos da minha atenção.
Resumindo, seria impensável já estar deitada e voltar-me a levantar para por o telemóvel em cima do armário. Dois telemóveis é essencial para a minha rotina diária. sim, têm que ser dois telemóveis e não um telemóvel e um despertador. O som do despertador é traumático, arruina o juizo de qualquer pessoa minimamente sã.

Mal acordo dispo muito rápido a camisa de noite (ou pijama, porque eu também uso pijama, sobretudo no Inverno, mas normalmente é camisa de noite) e visto as calças de ginástica que foram previamente colocadas na cadeira cor-de-rosa do meu quarto. As calças, o soutien de desporto - totalmente essencial porque um soutien normal não faz efeito nenhum quando se faz exercício - um top qualquer, umas mini-meias e os ténis. Isto no Verão, porque no Inverno tenho que vestir uma camisola.
Tudo isto demorou apenas segundos porque estou morta de sono e liguei o piloto automático. Vou à casa de banho e vou tomar o pequeno-almoço.
Fitness com Chocolate: os meus cereais preferidos! Podem-me vir com o discurso de que cereais não é bom para a dieta, que só devem ser consumidos moderadamente e que o chocolate engorda.
Em primeiro lugar, de dietas sei eu a lenga-lenga inteira. Depois, eu como moderadamente, não chego às 40g. e como-os precisamente na altura em que se devem comer cereais: antes do exercício físico.
Em relação ao chocolate, tendo em consideração que aquilo tem uma pepita de chocolate por cada colher de sopa e eu só como cerca de 5 colheres por pequeno-almoço: não me interessa. Eu sei que o chocolate engorda mas neste momento consumo-o sabendo que é essencial para a minha sobrevivência.
Já aqui falei do difícil que é, para mim, manter um equilíbrio. Seria mais fácil para mim ser totalmente anorética e só comer coisas totalmente desprovidas de conteúdo energético. No entanto, eu não quero ser anorética. Já lá estive perto e é perigoso de mais. O truque está em "quebrar" todos os dias as regras, um bocadinho que seja, para manter um equilíbrio saudável. O meu sangue precisa de açúcar, eu sou gulosa. Se o facto de comer 5 pepitas de chocolate ao pequeno-almoço me faz não ter ataques de voracidade durante o dia, que seja.
Acabo os cereais e bebo o leite que ficou na tijela. Daí ser bom haver tijelas para cereais e não apenas pratos de sopa. Não dá jeito nenhum beber leite dos pratos de sopa e é impensável ficar a "comer" o leite com a colher, para isso teria que me levantar mais cedo. Quando chego a este ponto do pequeno-almoço o leite ainda estava praticamente todo na tijela porque eu ainda tenho o hábito de "escorrer" os cereais na borda da tijela antes de os comer: vícios de quem odeia leite. No entanto, é com orgulho que admito que foi a minha resolução para o ano de 2006 passar a beber leite todos os dias, daí que em vez de o deitar fora no final, como sempre fiz, de há mais de um ano para cá que o bebo todo até ao fim (não que seja muito). Já não odeio leite agora, já cresci, já só não gosto.
Ultimamente tenho o cuidado de reparar se a tijela não fica com cereais colados quando a deixo no lava-loiças porque sei que, se secarem, é dificílimo voltar a tirá-los. É o mínimo que posso fazer pela Francisca.

Tiro do frigorífico a caixa com o almoço que cozinhei previamente na noite anterior, o iogurte e a fruta.
Regresso à casa-de-banho para lavar os dentes e passar a cara por água. Não me parece lógico ter grandes trabalhos a lavar a cara porque vou suar que nem um porquinho não tarda nada, no ginásio. De qualquer maneira nunca tenho grandes hábitos de lavar a cara logo pela manhã. Acho que o facto de se promover o hábito de lavar a cara duas vezes por dia é marketing puro. De que é que serve? Antes de me deitar lavo a cara com um sabonete específico, uso um tónico esfoliante e um creme hidratante. Ainda está para nascer a pessoa que me vai dizer que durante a noite a minha pele se sujou ao ponto de eu repetir a rotina toda, porque não sujou que eu bem sei.

De regresso ao quarto, já estou totalmente pronta! Revejo mentalmente tudo o que possa precisar e certifico-me que não me esqueci de nada. Tenho o pânico de um dia chegar ao ginásio e não ter algum dos meus bens essenciais: a toalha, os chinelos, o shampoo.
Com sorte, lembro-me do telemóvel do trabalho que muitas vezes volto a atirar para cima do armário depois de o desligar.
Sair de casa. Carro ou mota? A decisão prende-se com uma série de factores que me são externos. Por mim vinha sempre de mota, mas há dias em que 1.chove, 2.preciso de ir a algum lado depois do trabalho, 3.a joana, aqui no escritório, precisa de ir comigo buscar um computador (situação actual), 4.quero muito vestir uma saia e não consigo andar de mota com saia ou 5.tenho preguiça de vir de mota. Sim, porque vir de mota pode ser cansativo, sobretudo com o saco da ginástica às costas.

Tudo isto demorou apenas 10 minutos e pelas 7:15/7:20 estou a sair de casa. Mal chego ao ginásio vou para o meu cacifo pré-definido, mais ou menos em frente ao espelho mas sem ser no centro do balneário.
Guardo as minhas coisas, tiro o cadeado que estava preso no meu porta-chaves e fecho o cacifo. Normalmente perco uns segundos a pensar porque é que nunca troquei o código do cadeado. 666 é um número mórbido. Tenho esse código porque também é o código da minha mala de viagem, código esse que já me tinha esquecido até ao dia em que alguém rodou os números e ela ficou ameaçadoramente aberta para sempre. Depois de horas a pensar que código é que eu poderia eventualmente ter posto, um qualquer diabinho dentro de mim lembrou-me que podia ser 666, não é que era mesmo? Não sei o que me terá passado pela cabeça. O que sei é que quando vi o meu cadeado de código, com os dígitos iguais aos da mala, nem me lembrei de por um código diferente.
Vou para o ginásio e cumpro a minha obrigação diária: meia-hora em cima da passadeira. A isto não se chama fazer exercício, porque não é, chama-se fazer um esforço pela minha saúde. O meu objectivo não é ficar horas no ginásio nem queimar 900 calorias ao mesmo tempo que tonifico todos os músculos do me corpo. É como a questão do chocolate: eu poderia fazer isso, já fiz e sim, é viciante, mas não é sustentável e faz mal à cabeça.
Assim sendo não exijo nada de mim senão ficar ali meia-hora em cima. Estou cansada? Dormi pouco? Muito bem, então posso passar essa meia-hora a andar, até devagar, se quiser.
Claro está que mal chego aos 5 minutos, tempo que defino previamente para aquecer, começo a correr. O tempo que consigo ficar a correr depende exclusivamente do cansaço do meu corpo. Ontem consegui correr 20 minutos sem parar, o que considero óptimo, hoje já só consegui correr 15, com um intervalo de 5 a andar pelo meio. O que interessa é que nessa meia-hora não pare, e não paro mesmo.

Acho que esta vai ser a solução ideal para o meu problema de pés inchados. Sem contar, claro está, que apesar de parecer insignificante apenas meia-horas no ginásio, não nos podemos esquecer que é meia-hora todos os dias da semana. Faz diferença e eu estou de rastos.Volto para o balneário e toda eu sou suor. Não há uma única peça de roupa que dê para voltar a usar, nem as calças. Está tudo encharcado.
Vou para o banho e as endorfinas que o meu corpo entretanto produziu estão-me a deixar em histeria, estou totalmente acordada!

Chego ao duche com o meu shampoo, o meu amaciador, o meu gel-duche de tangerina e o pente. Ligo o chuveiro com a água gelada e deixo o meu corpo arrefecer. Sabe tão bem. A diferença de temperaturas é uma sensação maravilhosa, para não falar no bem que faz à circulação (mais uma vez, pés, desinchem!).
Quando fico com frio ponho a água um bocadinho mais quente e aí basta-me que fique quase morna para já fazer toda a diferença. Aguento assim o resto do banho, sabe-me lindamente, e evito aqueles banhos a escaldar que fazem tanto mal à pele e ao coração.
Fora do banho, de regresso ao meu cacifo. Tenho o cuidado de vestir as cuecas antes de me desembrulhar da toalha. Não tenho nada contra a nudez mas admito que me faz impressão aquelas mulheres que fazem questão de se desolcar pelo balneário de tolha aos ombros e pipi à mostra como se fosse normal. Podemos ser modernas, eu sou moderna, juro, mas não acho normal.

Hidratante pelo corpo todo, soutien, vestido, desodorizante, hidratante de rosto, baton hidratante, hidratante nos pés, sandálias. Claro que estou a descrever a rotina de hoje porque todos os dias a roupa muda. Dou um jeito na franja com o secador do ginásio. A franja fica lisa e o resto do cabelo seca naturalmente. Fica giro assim.
Saio do ginásio e venho para o trabalho. Se tudo correr bem, chego cá pelas 9:55. Subo, ligo o computador e vou guardar as minhas refeições no frigorífico. Volto, sento-me, só aí ligo o meu telemóvel e passo os primeiros minutos da manhã a ver os blogs e sites obrigatórios, assim como o mail e quase sempre a previsão meteorológica.
Acabou a rotina, a partir de agora já só tenho definido as horas das refeições: iogurte às 10:00, almoço às 13:00, fruta às 16:00. O resto do dia corre à sua maneira.

Afinal de contas, todos os dias são diferentes e eu só relatei as primeiras duas horas!

2 comentários:

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